sexta-feira, 30 de março de 2012

Infinitude





A cada palavra dita, cada sorriso, cada gesto te encontro.
Encontro, pois te vejo além de tuas meras retinas.
Quanto te olho, vejo.
Vejo não apenas a imensidão das cores, mas a alma...
A essência das noites com cheiro de jasmim
O doce véu que inebria o sol nas manhãs de inverno
O doce calor amalgama do céu e inferno
Não existe fruto tão puro capaz de me alimentar como o seu corpo
Fabulosa máquina de parar o tempo não apenas por segundo, mas por momentos...
Sim, momentos!
Momentos que me remetem a mais pura recordação.
Tão saudosista quanto à conquista do penta.

Enfim...
Compreendi que muito antes de tocar,
Tu tocavas meu amago com sua luz infinita do reencontro.

Robert Carvalho

Infinito amor



Desde que te vi

Tô cego de paixão

Nunca mais pensei em mim, pirei

Quando a luz do teu olhar

Cruzou o meu olhar

Vi que ali estava a minha outra parte

Quis me aproximar

Daquele coração

Que eu nunca vi mas sempre amei

Se a vida tem um fim

O amor não é assim

Faz de cada vida uma outra parte do infinito amor

Tanto tempo esperando o infinito amor

Nossas almas, estrelas de eterno ardor, coração

Que só quer ser feliz, seja onde for

Breve coração

Tens um eterno amor

Que me inunda a alma de emoção

Ao saber que em algum lugar.

Outros tempos, outro mar,

Nossos olhos se cruzavam como hoje no infinito amor

Tanto tempo esperando o infinito amor

Nossas almas, estrelas de eterno ardor, coração

Que só quer ser feliz, seja onde for

Sem me falar li no seu olhar

Você sempre esteve em mim, hoje eu sei

Por uma razão maior a vida nos juntou

Para sempre unidos no infinito amor

Tantas vidas seguindo o infinito amor




Jorge Vercillo

sábado, 24 de março de 2012

Horizonte

Eu te avisei que o céu já não formava a linha branca do horizonte
Caia por mar a força em vão do seu olhar
Eu te avisei que havia outro mundo e um de nós era o outro lado,
Na contra mão eu vi você sem te encontrar

Quis me arriscar e aos poucos perdi
Quis, não tive razão.
Quis mergulhar em você como eu quis
Faltava o ar par o tempo
Agora eu sei que o amor é como um raio em uma sala de cinema.

Robert Carvalho

Vai-te, Poesia!



Vai-te, Poesia!
Deixa-me ver a vida exacta e intolerável neste planeta feito de carne humana a chorar onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos com bandeiras de lume nos olhos,para fabricar sonhos carregados de dinamite de lágrimas.
Vai-te, Poesia!
Não quero cantar. Quero gritar!

José Gomes Ferreira

sábado, 28 de janeiro de 2012

Apesar

Certa vez, me disseram que o amor é eterno e eu o levaria onde que que eu fosse. Algum tempo se passou e de fato, a verdade continua absoluta. Os beijos de cheiro, os rostos impermeáveis à harmonia permanecem aqui.
Acredito que o amor verdadeiro nunca acaba, porém como todos nós, o amor é mutável e destilável ao menor vento.
Sinto que os últimos anos me refletem décadas e que os passáros me parecem mais livres. livres, no sentido literal da palavra, pois assim como o orválho de uma doce manhã de setembro, novas sementes florescem e a arte de viver renasce nos tornando imortais. O adeus nunca é um amplexo na alma e o "até mais",sempre é sentido como um ósculo na eterna nostaugia de sermos quem somos. Diante da imensidão dos acontecimentos, é com enorme sentir que me reintero do que nunca foi e que o amor, como era antes, simples e apaixonante se foi. Assim queremos, assim estamos e só.

Robert Carvalho

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Morar no Interior do meu Interior...

Reinventar

Reinventar

O vento agora sopra a alegria de outrora
Vento menino, sorriso escondido,
Doce véu que toca o infinito com o ar de solidão
Não quero que tua inércia alimente meu cansaço
Nem que tua paixão inebrie meu andaço

A procura finalmente está perto do fim
Mas o que é o fim?
O fim é o recomeço e o novo começar me parece normal
Afinal, o que é o amor se não sonhar com pesadelos sutis?

Tua pele, tua boca, tua alma
Nossos corpos em uma mistura insana de desejo e fantasia
Estasiados pela melodia suave do querer
Hoje o sol esconde a notas da canção do chegar
E a chuva fúnebre alimenta a melodia do amanhecer

Enfim, espero o amanhã como se tivesse centenas de anos a frente
A certeza cravada nos olhos como um tronco que perfura a face
De nascemos para nos revivemos novamente
Afinal, somos um.

Robert Carvalho