sábado, 28 de janeiro de 2012

Apesar

Certa vez, me disseram que o amor é eterno e eu o levaria onde que que eu fosse. Algum tempo se passou e de fato, a verdade continua absoluta. Os beijos de cheiro, os rostos impermeáveis à harmonia permanecem aqui.
Acredito que o amor verdadeiro nunca acaba, porém como todos nós, o amor é mutável e destilável ao menor vento.
Sinto que os últimos anos me refletem décadas e que os passáros me parecem mais livres. livres, no sentido literal da palavra, pois assim como o orválho de uma doce manhã de setembro, novas sementes florescem e a arte de viver renasce nos tornando imortais. O adeus nunca é um amplexo na alma e o "até mais",sempre é sentido como um ósculo na eterna nostaugia de sermos quem somos. Diante da imensidão dos acontecimentos, é com enorme sentir que me reintero do que nunca foi e que o amor, como era antes, simples e apaixonante se foi. Assim queremos, assim estamos e só.

Robert Carvalho

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