sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Reinventar

Reinventar

O vento agora sopra a alegria de outrora
Vento menino, sorriso escondido,
Doce véu que toca o infinito com o ar de solidão
Não quero que tua inércia alimente meu cansaço
Nem que tua paixão inebrie meu andaço

A procura finalmente está perto do fim
Mas o que é o fim?
O fim é o recomeço e o novo começar me parece normal
Afinal, o que é o amor se não sonhar com pesadelos sutis?

Tua pele, tua boca, tua alma
Nossos corpos em uma mistura insana de desejo e fantasia
Estasiados pela melodia suave do querer
Hoje o sol esconde a notas da canção do chegar
E a chuva fúnebre alimenta a melodia do amanhecer

Enfim, espero o amanhã como se tivesse centenas de anos a frente
A certeza cravada nos olhos como um tronco que perfura a face
De nascemos para nos revivemos novamente
Afinal, somos um.

Robert Carvalho

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