sábado, 28 de janeiro de 2012

Apesar

Certa vez, me disseram que o amor é eterno e eu o levaria onde que que eu fosse. Algum tempo se passou e de fato, a verdade continua absoluta. Os beijos de cheiro, os rostos impermeáveis à harmonia permanecem aqui.
Acredito que o amor verdadeiro nunca acaba, porém como todos nós, o amor é mutável e destilável ao menor vento.
Sinto que os últimos anos me refletem décadas e que os passáros me parecem mais livres. livres, no sentido literal da palavra, pois assim como o orválho de uma doce manhã de setembro, novas sementes florescem e a arte de viver renasce nos tornando imortais. O adeus nunca é um amplexo na alma e o "até mais",sempre é sentido como um ósculo na eterna nostaugia de sermos quem somos. Diante da imensidão dos acontecimentos, é com enorme sentir que me reintero do que nunca foi e que o amor, como era antes, simples e apaixonante se foi. Assim queremos, assim estamos e só.

Robert Carvalho

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Morar no Interior do meu Interior...

Reinventar

Reinventar

O vento agora sopra a alegria de outrora
Vento menino, sorriso escondido,
Doce véu que toca o infinito com o ar de solidão
Não quero que tua inércia alimente meu cansaço
Nem que tua paixão inebrie meu andaço

A procura finalmente está perto do fim
Mas o que é o fim?
O fim é o recomeço e o novo começar me parece normal
Afinal, o que é o amor se não sonhar com pesadelos sutis?

Tua pele, tua boca, tua alma
Nossos corpos em uma mistura insana de desejo e fantasia
Estasiados pela melodia suave do querer
Hoje o sol esconde a notas da canção do chegar
E a chuva fúnebre alimenta a melodia do amanhecer

Enfim, espero o amanhã como se tivesse centenas de anos a frente
A certeza cravada nos olhos como um tronco que perfura a face
De nascemos para nos revivemos novamente
Afinal, somos um.

Robert Carvalho